Terminou ontem o ciclo: Conferências Democráticas - Economia Global para o Séc. XXI: Que valores? que foi brilhantemente organizado pela Associação Portuguesa para a Ética Empresarial (APEE) e que tinha por base o manifesto ´Ética Económica Global´ (texto do manifesto em português e inglês) apresentado no passado mês de Outubro pelo Global Compact.
Depois de assistir a 3 excelentes sessões que mostraram as mais variadas perspectivas sobre o assunto, fiquei com a vontade de ouvir mais uma cujo mote deveria ser, a perspectiva empresarial. Pois como ontem foi várias vezes sublinhado apesar de os principais actores da economia global serem as pessoas, como agentes económicos, as empresas desempenham um papel central e é a elas que no dia-a-dia se colocam todas estas questões.
De tudo o que ouvi sublinho acima de tudo as questões que foram evidenciadas por todos como sendo de facto aquilo que está na base da questão ética, que são:
- Todos à nascença somos seres humanos iguais, independentemente das raças, credos e convicções;
- A perspectiva ética de cada um é construída com base na sua envolvente cultural;
- No nosso íntimo todos sabemos distinguir o bem do mal, mas a ética está na decisão que fazemos;
- A ética é um conceito que evolui com os tempos e a evolução do conhecimento;
- A forma como conhecemos o mundo está a mudar e temos todos que reavaliar os nossos paradigmas pois é cada vez mais clara a componente de interdependência entre tudo e todos. Quase que podemos vincular esta questão à noção de karma...
- E em última análise aquilo que globalmente todos queremos é ser felizes... da forma que cada um concebemos a nossa felicidade!
Obrigada à APEE pela iniciativa em organizar estas sessões. Bem hajam!
Para quem tiver curiosidade consulte a informação no site da APEE, pois o ciclo será repetido no Porto durante o mês de Março.
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