2010-02-11

Valentine's day!

Como o próprio nome indica é mais uma 'comemoração' que importamos dos anglo-saxónicos e que o impulso consumista colectivo acarinhou!
Esta semana entrei numa livraria e demorei uns bons 5 mins a tentar perceber porque raio é que na entrada só tinha destaques de livros de romance de folhetim (ou quase), cartas de amor e coisas que tais... vejam lá o quanto eu ligo a estas coisas.
Usando o famoso cliché do natal, também podemos pensar: Dia dos Namorados é quando o 'homem' quiser! Porque raio temos que num determinado dia oferecer uma coisa ao nosso mais que tudo? Que ainda por cima o que muitas vezes acontece é que com a pressão de ter que comprar qualquer coisa se acaba por escolher uma daquelas coisas que se vendem aos milhares e que são completamente inúteis! E como eu detesto ofertas inúteis! (para além de que são gasto infinitos recursos para fazer aquelas coisas inúteis, mas isso é uma meditação que cabe no 'blog aqui do lado' :) )
Devemos presentear os nossos mais que tudo nos momentos em que temos vontade. E atenção não tem que ser com coisas elaboradas. Como se fica feliz com um simples post-it com uma mensagem de amor, colocado para eu encontrar de manhã quando estou para sair... A verdade é que nesta coisa dos afectos a convicção com que se fazem as coisas é que conta e não o quão bonito ou caro foi o presente!
Sejam criativos! Demonstrem o vosso amor sempre que tenham vontade e de forma simples e original. Não ofereçam flores só porque é dia dos namorados, ofereçam num qualquer dia porque sim, acreditam conta muito mais pontos! :)
(Nota - posição pessoal de pessoa que um dia chegou a casa e tinha projectado no prédio do lado um vídeo em jeito de declaração!)

2010-02-05

Conferências Democráticas - Economia Global para o Séc. XXI: Que valores?

Terminou ontem o ciclo: Conferências Democráticas - Economia Global para o Séc. XXI: Que valores? que foi brilhantemente organizado pela Associação Portuguesa para a Ética Empresarial (APEE) e que tinha por base o manifesto ´Ética Económica Global´ (texto do manifesto em português e inglês) apresentado no passado mês de Outubro pelo Global Compact.
Depois de assistir a 3 excelentes sessões que mostraram as mais variadas perspectivas sobre o assunto, fiquei com a vontade de ouvir mais uma cujo mote deveria ser, a perspectiva empresarial. Pois como ontem foi várias vezes sublinhado apesar de os principais actores da economia global serem as pessoas, como agentes económicos, as empresas desempenham um papel central e é a elas que no dia-a-dia se colocam todas estas questões.
De tudo o que ouvi sublinho acima de tudo as questões que foram evidenciadas por todos como sendo de facto aquilo que está na base da questão ética, que são:
- Todos à nascença somos seres humanos iguais, independentemente das raças, credos e convicções;
- A perspectiva ética de cada um é construída com base na sua envolvente cultural;
- No nosso íntimo todos sabemos distinguir o bem do mal, mas a ética está na decisão que fazemos;
- A ética é um conceito que evolui com os tempos e a evolução do conhecimento;
- A forma como conhecemos o mundo está a mudar e temos todos que reavaliar os nossos paradigmas pois é cada vez mais clara a componente de interdependência entre tudo e todos. Quase que podemos vincular esta questão à noção de karma...
- E em última análise aquilo que globalmente todos queremos é ser felizes... da forma que cada um concebemos a nossa felicidade!

Obrigada à APEE pela iniciativa em organizar estas sessões. Bem hajam!

Para quem tiver curiosidade consulte a informação no site da APEE, pois o ciclo será repetido no Porto durante o mês de Março.

2010-02-04

Do you understand life?

Partilhado da Revista GINGKO

Hoje cheirou-me a 'origens'

Apesar do tempo cinzentão hoje sinto-me animada... sinto-me com visão... mas também me sinto saudosa...
À pouco quando saia do café aqui do bairro cheirou-me a Tondela. Sensoriei todas as coisas que sinto quando saio de casa da minha tia em Tondela. Acho que foi claramente um sinal a dizer que estou com saudades da família e dos cheiros das beiras.
Decisão do dia: agendar rapidamente uma visita à família :)

2010-02-02

Recordar Rosa Lobato Faria

Porque mais uma estrela brilha no céu!



Quem me quiser há-de saber as conchas
a cantiga dos búzios e do mar.
Quem me quiser há-de saber as ondas
e a verde tentação de naufragar.

Quem me quiser há-de saber as fontes,
a laranjeira em flor, a cor do feno,
a saudade lilás que há nos poentes,
o cheiro de maçãs que há no inverno.

Quem me quiser há-de saber a chuva
que põe colares de pérolas nos ombros
há-de saber os beijos e as uvas
há-de saber as asas e os pombos.

Quem me quiser há-de saber os medos
que passam nos abismos infinitos
a nudez clamorosa dos meus dedos
o salmo penitente dos meus gritos.

Quem me quiser há-de saber a espuma
em que sou turbilhão, subitamente
- Ou então não saber coisa nenhuma
e embalar-me ao peito, simplesmente.

Rosa Lobato Faria (1932-2010)

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